19/07/2025 - "Feitiço do Tempo" e "Miss Brill" - Harold Ramis e Katherine Mansfield
- Confraria das Lagartixas

- 28 de jun.
- 4 min de leitura
Atualizado: 21 de jul.
Confraria das Lagartixas promove Encontro de Cinema, Literatura e Arte.
Parceria A Casa Frida
✨ Atualização importante sobre a nossa Roda de Conversa Online ✨
A cada encontro, nossa roda de conversa cresce em trocas, escutas e reflexões. Para continuarmos garantindo que todos possam participar com calma e profundidade, vamos fazer um pequeno ajuste na nossa dinâmica.
⏳ Nosso novo tempo de encontro será de 1h30.
🎙️ Para que cada um tenha seu momento, cada participante terá até 5 minutos para compartilhar sua análise sobre o conto e o filme.
⏰ Depois disso, abriremos a sala para a livre circulação da palavra, com escutas, trocas e encerramento.
Acreditamos que esse formato vá preservar a escuta atenta e garantir espaço para todas as vozes.
Contamos com o envolvimento de todos para que a roda continue girando com fluidez. 💫
Com carinho,
Confraria das Lagartixas

Filme | Feitiço do Tempo
De Harold Ramis
Um homem preso na repetição de um único dia precisa enfrentar sua própria rotina para descobrir, pouco a pouco, o que realmente o mantém preso no tempo.
TRAILER:

Feitiço do Tempo é uma mistura perfeita de comédia, sarcasmo, humor negro, drama, romance e aventura que, no fim, nos deixa totalmente apaixonados pelo que acabamos de ver.

Comemorado na Pensilvânia, o Dia da Marmota é uma tradição. As pessoas acreditam que o comportamento de uma marmota, pode prever a chegada da primavera. E a festa mais famosa do país acontece em Punxsutawney.

Lá, quem faz a previsão é uma marmota chamada Phil. Reza a lenda que, se nesse dia ela vê sua sombra ao sair da toca, haverá mais seis semanas de inverno. Se não ver, é sinal de que a primavera logo vai chegar.

Conto | Miss Brill
De Katherine Mansfield
Do livro Felicidade
Uma senhora solitária repete seu ritual de domingo no parque, sentindo-se parte de um espetáculo invisível - porém, um comentário cruel quebra a ilusão e revela sua solidão.

"Oh, como tudo aquilo era fascinante! Como ela se divertia! Como gostava de sentar aqui, observando tudo! Era como uma peça de teatro. Exatamente como uma peça de teatro. Quem iria acreditar que o céu, lá trás, não era pintado?"
(Katherine Mansfield )

"A caminho de casa ela costumava comprar uma fatia de bolo de mel na doceira. Era seu luxo dominical. Às vezes havia uma amêndoa na fatia, às vezes não. Aquilo fazia uma grande diferença. Se havia uma amêndoa era como levar para casa um presentinho - uma surpresa - algo que poderia muito bem não ter estado lá. Ela se apressava em comer a amêndoa aos domingos, acendia o fósforo e punha a água para ferver com muito ímpeto."
(Katherine Mansfield )

"Mas naquele dia ela passou pela doceira sem entrar, subiu as escadas, entrou em seu quarto acanhado e escuro - seu quarto que parecia um armário - e sentou-se sobre o edredom vermelho. Ficou ali durante muito tempo. A caixa onde ela guardara a pele estava sobre a cama. Ela desengachou rapidamente a pele e sem olhar, guardou-a na caixa. Mas quando pôs a tampa pensou ter ouvido alguma coisa chorar."
(Katherine Mansfield )
Conto e filme nos mostram que a rotina, não é castigo nem conforto: é um espelho que nos reflete — seja pela fratura de uma ilusão ou pela delicada construção de um novo olhar.

O conto trás a vida cotidiana, onde a personagem vai tecendo sua historia, sendo capaz de fazer carinho nela mesma, ilustrado pelo pedaço de bolo. Em contrapartida observo, como não mera coincidência com a vida real, o outro "atacar" em palavras disparada ao encontro da personagem protagonista. Ao final da leitura a única reação que tive foi querer dizer a personagem o que a vida e a terapia me ensinou: "Saiba separar o que é do outro e o que é seu, não permita ser atingida pela imaturidade ( observada tbm pelo "aqui não" da "namorada" no banco) do outro". Assim, eu entrei na estória em pensamentos e a abracei. Já havia assistido um filme semelhante na idea do tempo, porém esse teve um toque diferente. Mostra-se o amor casual e a conquista. De certa forma, até para os que negam, todos nós vivemos em rotinas. Se é verdade essa afirmativa minha, o que nos faz valer estarmos vivos? Propósitos. Esquecemos que todos os dias deveriam ser dias de conquistas. Como você trata com quem cruza na vida e o que te atrai nas pessoas? Taí a maestria do filme, ao meu ver, no texto e ação do personagem preso no tempo: " Eu te amo pelo jeito que você trata as pessoas e como me sinto quando estou com você " ou " o que eu posso fazer para te ver feliz hoje ". O filme vai evoluindo das agressões ao Amor, ao cuidado com o outro. Bravo! Contribuição espontânea de Josy de Paula, participante da Confraria das Lagartixas.
Esperamos por você.
Quando?
19/07/2025
Roda de conversa: das 16h às 18h
Onde?
Na sua casa através do aplicativo Zoom (Play Store) (Apple Store)
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Para participar, é importante cadastrar o seu melhor e-mail em nosso site.
O link de acesso à sala ZOOM será enviado às 08h no dia do evento, além das atualizações das próximas rodas de conversa e cirandas de leitura.
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Participação Especial:
Apoio:





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