Nossa roda de agosto - "O Progresso do Amor" e "A Última Lição"


Nossa roda de agosto foi linda! Tivemos presenças inéditas principalmente pela matéria especial na revista da vila em julho.

O conto da Alice Munro abriu a roda. "O Progresso do Amor" trouxe debates sobre a forma de narrativa da escritora, convidando o leitor a escolher uma posição em relação aos personagens. O que achamos e o que sentimos? Mulheres aglutinadas, confusão de personagens, a predominância do feminino no conto e no filme. Não foi por acaso que tivemos apenas um heróico integrante do sexo masculino em nosso encontro.

Nada é por acaso nos contos de Alice. Essa mistura de personagens é justamente para entrarmos nesses labirintos de histórias. Passado, presente e futuro são narrados no agora. O ir e vir de sua escrita nos fez pensar nessa "complexidade das coisas dentro das coisas - simplesmente parece sem fim. Nada é fácil, nada é simples".

Esse conto foi considerado o favorito da escritora. As portas do passado são reabertas e a sua história é recontada com o olhar de adulta. A principal temática no conto é a relação mãe e filha. O olhar da filha em relação a história da mãe. A mãe que queima três mil dólares no forno, o pai que aceita sem protestar. O que seria o amor?

Foi nessa perspectiva que relacionamos o conto com o filme "A Última Lição". A relação mãe e filha tem o foco da história. A mãe que decide se matar por questão de dignidade pela própria vida.

O filme provocou grande comoção. Todos se emocionaram com a história. Muitas questões foram levantadas - a questão da finitude, o envelhecimento, as perdas e lutos. O ser ou não ser. Olhares e experiências próprias foram compartilhados. Tema delicado e sensível. A presença e olhar da geriatra Lilian foi enriquecedora.

A postura da mãe em relação aos filhos. Seu desejo prevaleceu até o fim. Era uma mulher forte, anarquista, que lutava pelos seus direitos e trazia vida ao mundo - era parteira de profissão. Da mesma forma que facilitava a vinda de um novo ser, decidiu por sua própria morte. O viver havia perdido seu sentido. A família em uma tentativa desesperada de lidar com essa situação. O filho ocupava o "não lugar" na vida da mãe e sofria muito com isso. Enquanto a filha decidiu apoiar a mãe até o fim em sua decisão. Qual o preço que se paga por ocupar esse lugar? O que de fato estava sentindo a filha? Havia espaço para compartilhar seu sofrimento?

Foi uma longa e intensa discussão entre os participantes. Encerramos com o delicado tema da morte - e percebemos o quanto é difícil se aproximar desse assunto. Foi um encontro rico e sensível. Cada um pode compartilhar o que sentiu e escutar o outro. Um progresso para as lagartixas e a lição do quanto a vida se torna melhor quando é compartilhada.


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