17/09/22 - "Fanny & Alexander" e "O Jardim Selvagem" - Ingmar Bergman e Lygia Fagundes Telles

Atualizado: 21 de set.




A Confraria das Lagartixas e A Casa Frida tem o prazer em trazer para nossa ciranda, um cineasta e uma escritora que brilharam em suas trajetórias e nos deixaram um legado de sonhos para que possamos encarar a dura realidade.


Filme | "Fanny & Alexander" de Ingmar Bergman


Suécia, início do século XX. Fanny e Alexander, duas crianças de uma família burguesa, têm suas vidas alteradas radicalmente quando o pai morre e, pouco tempo depois, a mãe se casa com o bispo da cidade, um homem rigoroso e cruel. O filme Fanny e Alexander”, do genial cineasta sueco Ingmar Bergman, é considerado uma obra-prima e uma de suas mais brilhantes produções cinematográficas, pois, num profundo mergulho sobre a alma humana, refletiu, com delicadeza e com perfeccionismo, sobre os enigmas, os prazeres e os terrores do universo infantil.













"Tudo é sonho e verdade.


Tempo e espaço não existem.


Sobre a frágil base da realidade,


a imaginação tece sua teia


e desenha novas formas, novos destinos."

Strindberg Fanny e Alexander, Bergman - 1982


Ingmar Bergman - Foto de Irving Penn



Trailer


 


Conto | "O Jardim Selvagem" de Lygia Fagundes Telles, do livro: Antes do Baile Verde


"O Jardim Selvagem” introduz o insólito nas relações corriqueiras de um pequeno grupo familiar composto pela menina Ducha, personagem-narradora, sobrinha de Pombinha e Ed, o qual se casa sem qualquer participação à família, nela introduzindo a desconhecida Daniela, linda mulher acima de trinta anos, de palavras doces e comportamentos exóticos.

Sob o ponto de vista de uma criança, o leitor vai ser conduzido a adentrar no mundo adulto, se deparando com a relação matrimonial, o preconceito e a morte.


Para baixar o conto e ler na íntegra, clique no ícone/botão abaixo.


OPÇÃO 1 (Site)

O Jardim Selvagem – TELLES, Lygia Fagundes
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OPÇÃO 2 (Google Drive)




"É difícil separar a ficção da invenção, a fantasia da memória."

Lygia Fagundes Telles


"Os sonhos de tia Pombinha eram todos horríveis, estava para chegar o dia em que viria a anunciar alguma coisa que prestasse.

- Mas o que me deixou nervosa, foi ter sonhado com dentes nessa mesma noite. Você sabe, não é nada bom sonhar com dentes." (Tia Pombinha - personagem do conto O Jardim Selvagem)


"Ela abriu nos joelhos as mãos ossudas, de unhas onduladas, cortadas rente. Passei a língua na palma das minhas mãos para umedecê-las. Sempre que olhava para as mãos dela, assim secas como se tivesse lidado com giz, precisava molhar mais as minhas."


"Mas eu só pensava naquela nova tia que tomava banho pelada debaixo da cascata. E que não tirava a luva da mão direita." (Ducha - personagem do conto O Jardim Selvagem)


"A doença sem remédio era o desafino, o melhor era acabar com o instrumento para não tocar desafinado."


Bergman e Lygia nos trazem obras intimistas, que tentam adentrar na psique humana, misturando fantasia e realidade sem, no entanto, uma invalidar a outra. Afinal, "tudo é sonho e verdade".


Conto e filme se passam através do olhar de duas crianças que tecem a teia da realidade conforme seus sentimentos e emoções.



 

Quando?

17/09/2022

Roda de conversa on-line: das 16h às 18h

Onde?

Na sua casa através do aplicativo ZOOM - Baixar agora! - (Play Store) - (Apple Store)


Participação Especial:





Apoio:









 

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