12/02/22 - "Volver" e "O Ouro de Tomás Vargas" - Pedro Almodóvar e Isabel Allende

Atualizado: 6 de jul.

Confraria da Padoca promove Encontro de Cinema, Literatura e Arte.





Filme | "Volver" de Pedro Almodóvar.


Após a morte dos pais, as irmãs Raimunda (Penélope Cruz) e Sole (Lola Dueñas) precisam seguir suas vidas apenas com a ajuda uma da outra. Embora não saibam como administrar seus problemas, muito menos proteger Paula (Yohana Cobo), a filha de Raimunda, elas lutam para superar a enxurrada de tragédias familiares que as cercam. Mas logo as irmãs são recebidas por um fantasma da mãe (Carmen Maura), que retorna para auxiliá-las e resolver algumas dívidas pendentes de sua vida.









Conto | "O Ouro de Tomás Vargas" de Isabel Allende, do livro: "Contos de Eva Luna"


Tomás Vargas, "um homem sem decência", vive sob o mesmo teto com sua esposa e sua amante. À princípio, há uma rivalidade entre as mulheres que se apazigua com o decorrer da gravidez de uma delas. Enfraquecido por esta amizade e destituído de seu poder, Tomás Vargas passa a ter interesse pelo jogo e algo inusitado acontece.


Leia o conto na íntegra, clicando abaixo.





Mulheres, passado, presente, futuro, vida e morte. Almodóvar e Allende nos surpreendem com a força do feminino que cresce e se propaga nestas histórias permeadas de amizade, cumplicidade e coragem entre mulheres que "viram o jogo", dando uma reviravolta em suas vidas.



Volver...

con la frente marchita Las nieves del tiempo platearon mi sien

(Voltar...

com a testa franzida As neves do tempo pratearam minhas têmporas)



Sentir...

que es un soplo la vida Que veinte años no es nada Que febril la mirada, errante en las sombras Te busca y te nombra


(Sentir...

que se é um sopro de vida Que vinte anos não são nada Que os olhos febris, vagando nas sombras Te busca e te chama)



Vivir...

con el alma aferrada A un dulce recuerdo Que lloro otra vez

(Viver...

com a alma apegada A uma doce memória Que choro outra vez)



Tengo miedo del encuentro Con el pasado que vuelve A enfrentarse con mi vida

(Tenho medo do encontro Com o passado que regressa Para enfrentar a minha vida)



Tengo miedo de las noches Que pobladas de recuerdos Encadenan mi soñar

(Tenho medo das noites Que povoadas de memórias Envolvem meu sonhos)



Pero el viajero que huye Tarde o temprano detiene su andar Y aunque el olvido, que todo destruye Haya matado mi vieja ilusión Guardo escondida una esperanza humilde Que es toda la fortuna de mi corazón

(Mas o viajante em fuga Cedo ou tarde para de caminhar E ainda que o esquecimento, que tudo destrói Tenha matado minha velha ilusão Guardo escondida minha esperança humilde Que essa é toda a fortuna do meu coração)




Volver

Carlos Gardel


Yo adivino el parpadeo

De las luces que a lo lejos

Van marcando mi retorno

Son las mismas que alumbraron

Con sus pálidos reflejos

Hondas horas de dolor


Y aunque no quise el regreso

Siempre se vuelve al primer amor

La vieja calle donde me cobijo

Tuya es su vida, tuyo es su querer

Bajo el burlón mirar de las estrellas

Que con indiferencia hoy me ven volver


Volver con la frente marchita

Las nieves del tiempo platearon mi sien

Sentir que es un soplo la vida

Que veinte años no es nada

Que febril la mirada, errante en las sombras

Te busca y te nombra

Vivir con el alma aferrada

A un dulce recuerdo

Que lloro otra vez


Tengo miedo del encuentro

Con el pasado que vuelve

A enfrentarse con mi vida

Tengo miedo de las noches

Que pobladas de recuerdos

Encadenan mi soñar


Pero el viajero que huye

Tarde o temprano detiene su andar

Y aunque el olvido, que todo destruye

Haya matado mi vieja ilusión

Guardo escondida una esperanza humilde

Que es toda la fortuna de mi corazón


Volver con la frente marchita

Las nieves del tiempo platearon mi sien

Sentir que es un soplo la vida

Que veinte años no es nada

Que febril la mirada, errante en las sombras

Te busca y te nombra

Vivir con el alma aferrada

A un dulce recuerdo

Que lloro otra vez


Voltar


Eu posso ver o piscar

Das luzes à distância

Estão marcando meu retorno

São as mesmas que iluminaram

Com seus pálidos reflexos

Muitas horas de dor


E apesar de não querer voltar

Sempre se retorna ao primeiro amor

À antiga rua onde o eco disse

Que a vida dela é sua, e é sua o seu amor

Sob o olhar zombeteiro das estrelas

Que com indiferença hoje me vêem voltar


Voltar com a testa franzida

As neves do tempo pratearam minhas têmporas

Sentir que se é um sopro de vida

Que vinte anos não são nada

Que os olhos febris, vagando nas sombras

Te busca e te chama

Viver com a alma apegada

A uma doce memória

Que choro outra vez


Tenho medo do encontro

Com o passado que regressa

Para enfrentar a minha vida

Tenho medo das noites

Que povoadas de memórias

Envolvem meu sonhos


Mas o viajante em fuga

Cedo ou tarde para de caminhar

E ainda que o esquecimento, que tudo destrói

Tenha matado minha velha ilusão

Guardo escondida minha esperança humilde

Que essa é toda a fortuna do meu coração


Voltar com a testa franzida

As neves do tempo pratearam minhas têmporas

Sentir que se é um sopro de vida

Que vinte anos não são nada

Que os olhos febris, vagando nas sombras

Te busca e te chama

Viver com a alma apegada

A uma doce memória

Que choro outra vez






Quando?

12/02/2022

Roda de conversa: das 16h às 18h

Onde?

Na sua casa através do aplicativo Zoom  (Play Store) (Apple Store)


Participação Especial:




Apoio:

Santa Cabeleira

A Casa Frida

Farabbud


 

Link de acesso a sala do ZOOM, será enviado um dia antes do evento no e-mail cadastrado em nosso site.


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